Retomada cultural em Goiânia terá marca da diferença

01/04/2022 | 0 comentários
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Após meses de lives, encontros remotos e  festas virtuais, a cena de entretenimento local voltou a receber  calor do  público. Nessa retomada, novos movimentos culturais, bares e espaços de lazer surgem em Goiânia com o propósito de unir grupos sociais, promover descobertas artísticas e celebrar o multiculturalismo.

 

O  DJ e produtor goiano Bruno Caveira, por exemplo,  atua na capital há 15 anos e destaca os novos pontos de curtição dos bairros Itatiaia (Identidade Bar),  Jardim Planalto  (Flor do Cerrado) e Balneário Meia Ponte (Mandacaru Rock Bar).

 

Segundo ele, esses locais estão ajudando a descentralizar tanto os espaços quanto os gêneros musicais em Goiânia. “Choques culturais são necessários para desenvolver empatia com o diferente, com o outro, além de expandir nossa forma de percepção do mundo. A música provoca isso”, mostra Caveira.

 

Foi nessa mesma atmosfera de entretenimento democrático que Bruno Caveira deu vida ao Festival Obalalá, que ocorre pela primeira vez em Goiânia, no dia 6 de maio, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

 

O novo festival traz no line up a cantora mineira Marina Sena e as Djs Gabi Matos (GO), Odara Kadiegi (DF) e Tata Ogan (RJ). “Vai ser uma noite dançante para se jogar em novas experiências sonoras, mergulhar na cultura brasileira e curtir uma festa que aspira diversidade e respeito”, conta Bruno Caveira.

 

A construção de espaços simbióticos para a música e a comunidade local também ocorre por meio do coletivo Selvática, grupo com sete mulheres Djs, de diferentes gêneros musicais de Goiânia, que promovem discotecagens e festas na capital. “O Selvática é sobre a presença da mulher na noite goiana. Somos uma minoria representativa, e portanto uma contracultura ativista que dá suporte às manas que querem seguir a carreira de Dj.

 

Além disso, entregamos pesquisas musicais de qualidade ao público e eventos diversificados”, explica Gabi Matos, integrante do coletivo que acaba de ser anunciado no festival  Criolina, de Brasília.

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