Reajuste de 7,25% na energia leva Fieg a recomendar alternativas para a indústria

25/10/2026 | 0 comentários
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O reajuste médio de 7,25% nas tarifas de energia elétrica em Goiás, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entrou em vigor em 22 de outubro e reforça a necessidade de diversificar as fontes de abastecimento da indústria. Em nota técnica publicada nesta quinta-feira (22), a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) analisa os impactos do aumento e recomenda alternativas para reduzir custos, como migração para o mercado livre, autoprodução e aproveitamento de crédito outorgado de ICMS.

Para a indústria e o comércio de grande porte conectados em alta tensão, o reajuste é de 7,22%. Na baixa tensão, chega a 7,26%, enquanto os consumidores residenciais terão aumento de 7,36%. Segundo o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, Célio Eustáquio de Moura, o aumento pressiona os custos operacionais e exige planejamento energético das empresas.

A nota destaca que a Equatorial Goiás investiu R$ 2,62 bilhões no Estado no último ciclo anual registrado, dos quais R$ 2,36 bilhões foram destinados à expansão e à reforma de redes e subestações. O total acumulado desde o início da concessão, no fim de 2022, supera R$ 6 bilhões. Embora necessários para ampliar a capacidade do sistema, os investimentos também influenciam as tarifas, por meio dos mecanismos de remuneração e depreciação regulatória dos ativos.

A análise da Fieg também aponta aumentos sucessivos nas tarifas entre 2023 e 2026. Para consumidores industriais e comerciais de alta tensão, os reajustes foram de -5,30% em 2023, 2,23% em 2024, 17,04% em 2025 e 7,22% em 2026.

Entre as alternativas para reduzir despesas, a entidade recomenda avaliar a migração para o Mercado Livre de Energia, que permite negociar preços, prazos e fornecedores. Segundo a nota, a modalidade pode proporcionar redução de custos de 15% a 35%, conforme as condições de contratação. Outras possibilidades são a geração solar fotovoltaica, a autoprodução de energia a partir de biomassa, biogás e biometano, além de sistemas de armazenamento em baterias e gestão da demanda.

O documento também destaca o crédito outorgado de ICMS regulamentado pelo Decreto Estadual nº 10.706/2025. O mecanismo permite que contribuintes utilizem o benefício fiscal para amortizar ou compensar financeiramente sua participação em obras de infraestrutura elétrica de interesse público ou privado.

A Fieg recomenda ainda que as indústrias realizem estudos de viabilidade para migração ao mercado livre, avaliem projetos de autoprodução e bioenergia e invistam em eficiência energética e auditorias. A entidade oferece apoio por meio do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), enquanto a Faculdade de Tecnologia Senai Ítalo Bologna presta consultoria e suporte técnico em eficiência energética.

A nota completa está disponível neste link.

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