Goiás leva três produções ao Festival Visões Periféricas
Goiás marca presença na 19ª edição do Festival Visões Periféricas com três produções selecionadas entre 69 obras que integram a programação deste ano. Considerado um dos principais eventos dedicados ao audiovisual produzido nas periferias e fora dos grandes centros urbanos, o festival acontece de 23 a 26 de julho, com sessões presenciais e exibições online gratuitas. Ao todo, foram 856 filmes inscritos, número 70% superior ao registrado na edição de 2025, reunindo produções de 18 estados brasileiros.
O estado será representado pelo longa-metragem documental “Vasta natureza de minha mãe”, dirigido por Aristótelis Tothi e Inez dos Santos, além dos curtas “A Tela”, ficção de Gabriel Newton, e “Work OUT”, animação assinada por Alana Victória Soares de Souza. As três obras abordam temas como memória, pertencimento, arte e realização pessoal, evidenciando a diversidade de linguagens e narrativas do cinema goiano contemporâneo.
Único longa goiano na programação, “Vasta natureza de minha mãe” acompanha a relação entre mãe e filho enquanto ambos descobrem, por meio da câmera, novas formas de registrar a própria história. O filme já percorreu importantes festivais nacionais, como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o Panorama Internacional Coisa de Cinema.
Já “A Tela” narra a história de uma jovem da periferia de Goiânia que transforma um gesto cotidiano em uma reflexão sobre desejo, arte e o direito de sonhar. Com apenas dois minutos de duração, “Work OUT” apresenta, em animação, o conflito de uma jovem dividida entre a estabilidade da rotina e o resgate de um antigo sonho.
Além das exibições, o Festival Visões Periféricas contará com sete mostras, quatro delas competitivas, além de premiações concedidas por júri especializado e pelo público. Parte da programação também poderá ser acompanhada gratuitamente por streaming, por meio da plataforma Itaú Cultural Play, entre os dias 23 de julho e 6 de agosto. A abertura do evento será marcada por uma homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, com a exibição do longa “Arquivo Vivo”, de Vincent Carelli e Ana Carvalho.
Ao completar duas décadas de trajetória, o Festival Visões Periféricas reforça seu papel na valorização de novos realizadores e na ampliação da diversidade do cinema brasileiro. Segundo a organização, as produções selecionadas nesta edição abordam temas como memória, identidade, culturas tradicionais, relações de trabalho, questões ambientais e vivências urbanas, refletindo a evolução estética e narrativa do audiovisual produzido nas periferias do país.
SERVIÇO:
Festival Visões Periféricas 2026
Data: 23 a 26 de julho
Programação: presencial e online, com acesso gratuito
Streaming: Itaú Cultural Play, de 23 de julho a 6 de agosto
Informações e programação completa: www.visoesperifericas.com.br












