Fieg e Sebrae mostram que mulheres conquistam espaço na construção civil, mas ainda ganham menos
Estudo feito pelo Instituo Euvaldo Lodi (IEL), por meio do Observatório Fieg Iris Rezende, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, mostra que o número de mulheres na construção civil cresceu 16% entre 2011 e 2021, enquanto o número de homens caiu 18% no mesmo período. Por outro lado, em 60% das atividades em que há atuação tanto de homens quanto de mulheres, a remuneração dos homens é maior em alguma proporção, sobretudo para engenheiro de produção, engenheiro de minas, engenheiro eletricista de projetos, pesquisador de engenharia civil e engenheiro eletricista. Há casos em que a disparidade passa dos 200%.
Os dados gerais do setor foram divulgados em 1º de março, pela Fieg e Sebrae, sobre escassez de profissionais na construção civil no Estado. Sob encomenda do Conselho Temático de Relações do Trabalho (CTRT), da Fieg, o estudo foi desenvolvido em conjunto com o Sebrae (GO) e com apoio do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon) e do Senai. O IEL avaliou o desempenho das atividades do setor e os gargalos a serem corrigidos a fim de encontrar subsídios para enfrentar seus inúmeros desafios.
Na pesquisa, feita em Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo, capítulo dedicado às mulheres revela que mais da metade (56%) tem renda de até dois salários-mínimos. Já 18% recebem até um salário mínimo. Apenas 4% das mulheres possuem renda superior a dez salários mínimos. Apesar de haver mulheres em diversas áreas da construção, a maior concentração está na área administrativa.
Em 2011, elas eram 8% do total de trabalhadores da construção, passando em 2021 para 10%, num aumento de 16%, enquanto o número de homens caiu 18% no mesmo período. Quanto à faixa etária, 52% das mulheres na construção têm entre 30 e 49 anos, enquanto 37% têm até 29 anos.
O perfil mostra ainda que 62% delas são solteiras, 26% casadas, 10% divorciadas e 2% viúvas, e 69% têm filhos. Quanto à escolaridade, o número de mulheres com ensino médio completo cresceu de 32% para 51% (de 2.525 para 4.122) entre 2011 e 2021. Já com ensino superior, saiu de 19% para 22%.














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