Peça com Débora Falabella e elenco no Teatro Goiânia
O espetáculo "Love, Love, Love" poderá ser visto em Goiânia nos dias 19 e 20 de fevereiro, no Teatro Goiânia. No elenco, Débora Falabella, Eric Lenate, Mateus Monteiro, Alexandre Cioletti e Yara de Novaes. Os ingressos custam a partir de R$ 40,00 (meia-entrada) e podem ser comprados pelo Sympla. Em Goiânia o projeto conta com a produção da F2 Produções Culturais.
O espetáculo já recebeu 15 indicações e dois prêmios (Shell e Questão de Crítica), depois de uma temporada carioca e duas temporadas em São Paulo, sempre com casa esgotada. O espetáculo tem direção de Eric Lenate e texto do autor inglês Mike Bartlett.
Desde que se uniram em montagens teatrais muito bem-sucedidas, incluindo o espetáculo “Contrações” (premiações: APCA, APTR, Questão de Crítica e Aplauso Brasil), cujo texto também é do dramaturgo inglês Mike Bartlett, o Grupo 3 de Teatro busca a democratização do fazer teatral, por meio de projetos de criação, circulação e formação, além da escolha de textos que promovam reflexões acerca do mundo contemporâneo.
“Depois de uma imersão de dois anos de leitura de autores contemporâneos, nos conectamos especialmente com esse autor. Ele é contundente com o momento em que vivemos, é profundo e provocador ao mesmo tempo que tem uma escrita clara e objetiva. Para o Grupo 3, o teatro é lugar de revisitar a história e pensar a questão do tempo político e social”, relata Gabriel Fontes Paiva.
De acordo com o grupo, Bartlett é um autor de nosso tempo e que vai sobreviver a ele. Nada em seu texto é uma afirmação ou uma tomada de posição. Segundo o próprio Bartlett, em uma entrevista divulgada pelo teatro Roundabout, à época da estreia de “Love, love, love” em Nova Iorque (2016), seu texto evitou a culpabilização de uma geração ou de outra. Segundo o dramaturgo, é o conjunto de falhas e acertos que interessa; o que o autor faz, portanto, é instaurar um debate, fazendo um teatro dramático e buscando investigar o homem como poucos autores conseguem. “É um texto político e também psicológico. É tudo junto como costumam ser as grandes obras”, reflete Yara de Novaes. Já segundo Débora Falabella, “a peça investiga qual foi o legado que a geração dos anos 1960 deixou para os jovens dos anos 1990. É um acerto de contas entre essas gerações, mas sem julgamentos”.
Na primeira montagem brasileira, “Love, Love, Love” discorre sobre as relações de um grupo familiar, envolto em discussões sobre questões geracionais, contando histórias de um período compreendido entre os anos de 1967 e 2010, abordando de maneira crítica o contexto político e social deste intervalo temporal, demonstrando ainda como as pessoas são modificadas pela época em que vivem e como ideologias de paz, amor, liberdade, felicidade, família podem ser corrompidas por demandas que sobrepujam desejos e sonhos. A obra trafega dos idealismos dos anos 1960 até os desapontamentos dessa mesma geração, anos mais tarde, e a falta de perspectiva de seus filhos.
A ação começa em 1967, na noite da primeira transmissão ao vivo de TV via satélite, em que os Beatles cantaram All You Need Is Love. Sandra (interpretada por Débora Falabella), bonita e sedutora, recém ingressada na universidade, marcou um encontro com Henry (Mateus Monteiro). Ela se interessa por seu irmão mais novo, Kenneth, também de 19 anos e calouro universitário, com quem se casa.
Em um salto temporal, a plateia é então levada aos anos 1990, onde as personagens estão confortavelmente em outra realidade – são da classe média, curiosamente negligentes com os dois filhos, em um casamento prestes a ruir. E o grande momento é o último ato, já na década de 2010, em uma reunião de família, quando a filha do casal, Rose, que foi uma violinista promissora, agora com 37 anos e muito decepcionada com a própria trajetória de vida, arremessa sobre os pais e sua geração de paz e amor a responsabilidade pelo fracasso da geração dela própria.
Serviço














Deixe seu comentário